| | | Números da Violência Doméstica em Portugal | |
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| Autor | Mensagem |
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Liawolf Parte da mobília


 Número de Mensagens: 598 Idade: 38 Data de inscrição: 12/03/2011
 | Assunto: Re: Números da Violência Doméstica em Portugal Qui Mar 17, 2011 4:55 am | |
| Adorei a ideia do saco de boxe à entrada de casa! Eu, à falta disso, estou a pensar inscrever-me outra vez numa arte marcial ou num desporto de luta (já treinei judo), talvez em full contact ou algo similar onde haja sempre sacos de boxe para descarregar as frustações. |
|  | | xela Parte da mobília


 Número de Mensagens: 1237 Idade: 27 Data de inscrição: 02/11/2008
 | Assunto: Re: Números da Violência Doméstica em Portugal Qui Mar 17, 2011 6:56 am | |
| | asofia escreveu: | | xela escreveu: | Eu vim agora mesmo do tribunal, fui prestar declarações sobre (mais) uma queixa sobre o imbecil...
Desde Junho que tenho um documento que me denomina de Vítima de Violência Doméstica... |
desculpa mas que documento é esse eu já fui vitima de inumeras situações em que o meu ex-marido me tentou matar, ameaçou, e tudo o que se possa imaginar, no entanto as coisas não andam e quando a minha mãe tentou ajuda junto da judiciária ainda disseram "minha sehora somos muito bons mas sem corpo não temos pistas para seguir"! De facto é o que sentimos, que só quando ele consegur o que quer é que dizem que afinal o caso já estava sinalizado e afinal eu não fazia queixa para chatear era mesmo porque o Sr GNR é pior do que aqueles que fiz que apanha na sua profissão. |
Tal como o rei de espadas disse é um documento que me foi dado pela polícia e que me dá esse estatuto... o que me ajuda no sentido em que se o imbecil voltar à carga pode ir logo preso... claro que depois sai logo, mas do susto não se livra. |
|  | | tounessa Parte da mobília

 Número de Mensagens: 2290 Idade: 56 Data de inscrição: 12/10/2008
 | Assunto: Re: Números da Violência Doméstica em Portugal Sex Mar 18, 2011 11:26 am | |
|  “ … O Tribunal de Vila do Conde condenou esta sexta-feira o casal acusado de violar os três filhos, de 9, 11 e 13 anos. O homem, de 39 anos, teve uma pena de oito anos e meio de prisão, enquanto a sua mulher, de 30 anos, foi condenada a seis anos e meio. O colectivo de juízes deu ainda como provados quase todos os factos que constam da acusação. Segundo o Ministério Público, as crianças terão sido forçadas a manter contactos sexuais entre si, com os pais e com o cão que pertencia à família. O caso foi denunciado pela criança de nove anos, que confessou tudo à sua professora. in: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/casal-condenado-por-violar-filhos-menores |
|  | | tounessa Parte da mobília

 Número de Mensagens: 2290 Idade: 56 Data de inscrição: 12/10/2008
 | Assunto: Re: Números da Violência Doméstica em Portugal Qua Mar 23, 2011 11:41 am | |
| Brasil: Filmado a tentar matar ex-mulher em elevador, mulher essa que não queria denunciá-lo.
“ … Um homem inconformado com o fim do casamento, que tentou matar a ex-mulher dentro do elevador do edifício onde ela trabalha, em Florianópolis, capital do estado brasileiro de Santa Catarina, imaginando que não deixaria provas, enganou-se e pode ser preso a qualquer É que o elevador possui câmaras de vigilância, que gravaram todos os actos do homem, identificado pela polícia como Claverson Cabral de Jesus. Nas imagens, entregues terça-feira à polícia, vê-se Claverson entrar no elevador, onde não estava mais ninguém, na companhia da ex-mulher, Maria de Fátima Barros, com quem ele tentava em vão reatar o casamento. Assim que as portas do elevador se fecharam, Claverson começou a agredir Maria de Fátima com socos e pontapés e, a certa altura, tirou o cinto das calças e utilizou-o para tentar estrangular a ex-mulher, que se debateu e resistiu. O homicídio talvez só não tenha sido consumado porque o elevador parou subitamente num andar e uma colega e amiga de Maria de Fátima entrou. Ao vê-la naquela situação, a outra funcionária gritou por socorro e Claverson fugiu a correr do edifício. Tudo isso ocorreu no sábado, dia 19, mas Maria de Fátima, sem saber o que fazer e não querendo denunciar o ex-marido, só foi apresentar queixa nesta segunda-feira.
Mesmo assim, só o fez porque, de acordo com o seu depoimento, Claverson continuou a telefonar-lhe, ameaçando matá-la se ela não voltasse para ele.
Ao saber que o edifício onde Maria de Fátima trabalha tem câmaras nos elevadores, a polícia requisitou as imagens, que só foram entregues terça-feira.
Na posse das imagens a inspectora que cuida do caso solicitou à Justiça a prisão preventiva de Claverson, o que deverá ocorrer ainda nesta quarta-feira. “
(in: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/brasil-filmado-a-tentar-matar-ex-mulher-em-elevador )
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|  | | tounessa Parte da mobília

 Número de Mensagens: 2290 Idade: 56 Data de inscrição: 12/10/2008
 | Assunto: Re: Números da Violência Doméstica em Portugal Dom Mar 27, 2011 10:21 am | |
| … e da fêmea britânica, livrai-nos Senhor!
“ … Não é o exemplo mais comum, mas acontece. Uma mulher foi condenada a sete anos de cadeia por violência doméstica. Aquilo que fazia ao marido era tão horrível que custa a crer. Ainda mais difícil é perceber o motivo por que a vítima não reagia. A explicação deita luz sobre as armadilhas psicológicas que tornam esse género de situações - seja homem ou mulher o agressor - tão difíceis de escapar para quem as sofre.
O caso teve lugar em Inglaterra. Ian McNicholls, um homem de classe média-baixa sem emprego fixo (ele refere-se aos trabalhos que vai tendo como 'projectos') envolveu-se com uma mulher chamada Michelle Williamson. Michelle não era grande - na verdade, era até um bocado mais pequena que ele. Mas era muito mais aguerrida. E tinha dois irmãos no crime organizado.
Michelle meteu na cabeça que Ian olhava com demasiada atenção para certas amigas dela. Ou seria apenas um pretexto. Da primeira vez que o argumento surgiu, o resultado foi um murro dado com tal força que abriu a cara de Ian.
Nesse momento ele interrompeu a relação e foi viver para sua casa, retomando a vida pacata que sempre tivera, incluindo idas regulares ao pub e ao futebol. Mas Michelle mandava-lhe mensagens e fazia telefonemas onde garantia que não voltaria a repetir o ataque. Ian cedeu.
Como é típico dessas situações, a promessa pouco ou nada valia. Ian depressa se viu sujeito a uma variedade de agressões físicas e psicológicas.
Na sua descrição, que foi comprovada em tribunal, a violência ia desde detergente derramado nos olhos e cigarros enfiados no nariz até ferro-de-engomar aplicado nas omoplatas e nos braços, passando por pancadas com um martelo nos ombros (ele ainda tem lá a cova) e com o aspirador na cara. Também houve a altura em que a água a ferver de uma chaleira lhe invadiu o corpo todo.
Escusado será dizer que Michelle comandava a vida inteira do parceiro. As horas de comer, de ir para a cama, de levar, eram determinadas por ela. Ian estava cada vez mais isolado do mundo externo. Não se encontrando a trabalhar, vivia como um eremita.
Os amigos que telefonavam mal podiam falar com ele, pois Michelle arranjava logo qualquer tarefa urgente. E a seguir aos ataques, era habitual Ian - visivelmente danificado - ser enviado a uma loja buscar qualquer coisa. Como que para exibir o troféu de mais uma performance bem sucedida.
Perplexidade óbvia: porque não se defendia a vítima? Ian explica que gostava da mulher, que a violência não é solução. Sobretudo, lembra que ela tinha os tais dois irmãos, cujas actividades e brutalidades não se cansava de referir a Ian. A implicação era que, se ele se quisesse separar, sabia o que arriscava.
Também teve importância o facto de Ian achar que não seria levado a sério caso se fosse queixar.
Finalmente, chegou o dia em que um vizinho (Ian garante ainda hoje desconhecer quem foi) o viu em tal estado que informou a polícia. Quando esta chegou, Michelle perguntou ao marido o que fizera dessa vez, como se ele jamais tivesse tido problemas criminais. Mas a polícia, que não era cega, separou logo os dois.
Ian foi levado para uma carrinha lá fora. O funcionário experiente que falou com ele perguntou-lhe se as agressões cujos efeitos eram tão visíveis haviam sido causadas pela outra pessoa na casa. Ele começou por negar. O agente insistiu, fez-lhe notar que ali, entre aquelas paredes, ninguém lhe faria mal. Ainda hoje ele chora nas entrevistas quando recorda o momento em que finalmente respondeu 'sim' à pergunta.
Um mês de exames físicos e psiquiátricos - a ele e a Michelle - produziram diagnósticos que não deixaram quaisquer dúvidas ao juiz. Hoje em dia Ian, claramente gasto e envelhecido pela experiência, fala em público como forma de inspirar outras pessoas a ganharem coragem para denunciar situações idênticas.
Segundo as estimativas de uma organização britânica especializada em violência doméstica, até cerca de 40% poderão ser homens. …”
(in: http://aeiou.expresso.pt/mulher-condenada-a-7-anos-por-torturar-marido=f639296 )
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|  | | microchip Parte da mobília


 Número de Mensagens: 2750 Idade: 43 Data de inscrição: 26/11/2009
 | Assunto: Re: Números da Violência Doméstica em Portugal Ter Abr 05, 2011 11:15 pm | |
| Homem mata mulher grávida e mostra cadáver na net
A polícia de Madrid deteve um homem que matou a sua mulher, grávida, e que de seguida mostrou o cadáver aos seus familiares na Roménia através de uma webcam, escreve o diário espanhol Publico.
Na sua transmissão pela net, o assassino disse que quando a irmã da vítima, de 13 anos, chegasse teria o mesmo destino. A família deu o alerta à polícia romena que, em conjunto com a madrilena, conseguiu deter o homicida.
A polícia precisou ainda que o homem estrangulou a sua mulher e mostrou o corpo ao pai desta, que ligou para a polícia.
in http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=15903 SOL |
|  | | Pedro_1975 Residente


 Número de Mensagens: 330 Idade: 37 Data de inscrição: 26/07/2010
 | Assunto: Re: Números da Violência Doméstica em Portugal Ter Abr 05, 2011 11:56 pm | |
| Fónix! Mas isto agora é o Correio Da Manhã?
Para que raio quero eu saber disto? |
|  | | microchip Parte da mobília


 Número de Mensagens: 2750 Idade: 43 Data de inscrição: 26/11/2009
 | Assunto: Re: Números da Violência Doméstica em Portugal Qua Abr 06, 2011 12:03 am | |
| Não, é o Sol  De Stress Pedro |
|  | | tounessa Parte da mobília

 Número de Mensagens: 2290 Idade: 56 Data de inscrição: 12/10/2008
 | Assunto: Re: Números da Violência Doméstica em Portugal Qua Abr 13, 2011 11:18 am | |
| Uma linda letra para um fado …
“ … 1. No dia …, o arguido, com o propósito de ver as filhas dirigiu-se, cerca das 20h.30m., à Rua …, residência de BL... e de PC..., mulher do arguido. 2. Ao avistá-la de mão dada com o companheiro BL..., que trazia uma das filhas ao colo, encaminhou-se na sua direcção. 3. E à sua aproximação, agarrou-lhe um braço. 4. Imobilizou-a. 5. Empunhou uma faca, tipo navalha, de uso doméstica, articulada, com cabo em madeira, lâmina em bico, de um só gume, com 3 cm de largura máxima e 9 cm de comprimento, que trazia no bolso e desferiu-lhe duas facadas ao nível do pulso e da palma da mão esquerda, uma facada na face anterior esquerda do pescoço e uma facada na região sub-clavicular esquerda. 6.Com o que a quis matar. 7. Pois bem sabia tratarem-se de zonas vitais. 8. Por aí se alojarem órgãos essenciais à vida. 9. Só não o conseguiu, por, com os gritos da PC... ter surgido PX.... 10. Que lhe implorou para largar a mulher. 11. A qual, de seguida, logrou encaminhar-se para um estabelecimento comercial, onde foi desencadeado processo de auxilio. 12.Tendo sido prontamente conduzida para as urgências do Hospital de Santo André em Leiria. 13.E aí ter sido submetida, de imediato a procedimentos médicos de urgência, nomeadamente com administração de uma unidade de sangue, drenagem toráxica e controlo de hemorragia interna (hemotórax). 14. Com a descrita conduta causou, ainda na PC... ferida ao nível da região supra-clavicular esquerda (ferida penetrante toractica) com 4 cm de comprimento, com hemotórax ligeiro e feridas do pescoço e da mão esquerda, bem como cicatriz da face esquerda do pescoço com 1 cm de comprimento, cicatriz com 3 cm de comprimento do hemitorax esquerdo superior, cicatriz da axila esquerda com 1 cm de diâmetro e cicatriz da face palmar da mão esquerda com 1,5 cm de comprimento, que foram causa directa e necessária de 12 dias de doença, 10 dos quais com afectação da capacidade para o trabalho em geral e profissional. 15. Na altura, após ter desferido a primeira facada na Pc..., dirigiu-se a BL..., apontou-lhe a faca e disse-lhe "a seguir és tu, também te mato" 16. O que fez com foros de seriedade. 17. Perturbando-lhe dessa forma, a quietude de espírito, o seu sossego e tranquilidade. 18.Fazendo-o recear que pudesse vir a concretizar o aludido propósito de atentar contra a sua vida. 19.Na ocasião já a filha mais velha do arguido chorava. 20.Razão pela qual o BL... correu na direcção da residência de ambos. 21. Levando consigo as duas filhas da Pc.... 22.Logrando dessa forma refugiar-se. 23.Ainda assim, após ter largado a PC..., o arguido foi no encalço de BL.... 21.E junto da residência gritou dizendo que matava o BL.... 22. O que mais uma vez fez com foros de seriedade. 23. Perturbando-lhe, dessa forma, a quietude de espírito, o seu sossego e tranquilidade. 24. Fazendo-o recear que pudesse vir a concretizar o aludido propósito de atentar contra a sua vida. 25.Ao mesmo tempo desferiu facadas e pontapés na porta de entrada da residência. 26. Com O que a inutilizou parcialmente. 27. E provocou prejuízos não concretamente apurados. 28.Bem sabendo que as suas condutas eram proibidas. 29.A demandante foi internada no Hospital de Santo André em Leiria no dia …, onde permaneceu durante 5 dias, tendo alta no dia … . 30. A demandante precisou fazer pensos diariamente no Centro de Saúde, situação que terminou com o retirar dos pontos no dia 19.05.08, obtendo nesse mesmo dia a alta do sector de enfermagem. 31. Da guia de tratamento da ofendida constam os seguintes tratamentos: mobilização articular manual, parafinoterapia, outras técnicas de terapia ocupacional, treino de destreza manual, reeducação da sensibilidade, treino de actividades de vida O, fortalecimento muscular manual. 32. No boletim de informação médica-avaliação da incapacidade pode ler-se "doente com incapacidade para actividades manuais a nível da mão esquerda, nomeadamente que exijam força e destreza manual". 33. Em consequência directa e necessária dos factos descritos perpetrados pelo arguido, a assistente durante 15 dias teve que se deslocar de … a …, para fazer tratamentos, designadamente em: 15.01.2009, 16.01.2009, 19.01.2009, 20.01.2009, 21.01.2009, 22.01.2009, 23.01.2009, 26.01.2009, 27.01.2009, 28.01.2009, 29.01.2009, 30.01.2009, 02.02.2009, 03.02.2009 e 04.02.2009. 34.A que acresce as idas aos Centros de Saúde de … e … para mudança de penso e retirada dos pontos. 35. Em consequência directa e necessária dos factos descritos perpetrados pelo arguido a assistente efectuou deslocações a Leiria com carro próprio, com o que despendeu em combustível 30,00 euros e em viagens de autocarro 4,60. 36.Em consequência directa e necessária dos factos descritos perpetrados pelo arguido a assistente pagou a título de taxas moderadoras no dia 11.05.2008 cerca de 77,20 €. 37. A demandante sentiu pavor, angústia, sofrimento, incapacidade e revolta por ser o arguido não só seu ex-marido como também pai dos seus filhos. 38. O arguido encontra-se separado da assistente PC... de quem tem quatro filhos, três dos quais menores. 39.É bombeiro voluntário de profissão, desempenhando funções na Corporação dos Bombeiros Voluntários de … . 40.Cargo pelo qual aufere mensalmente a importância de 640,00 euros. 41. Presentemente vive com a sua companheira e dois filhos menores daquela, bem como com o seu filho de 11 anos. 42. O arguido é pessoa respeitada e bem considerada no meio social e profissional onde se insere. 43.Tem boa formação moral e cívica, é educado e pessoa de bons costumes. 44. O arguido é pessoa séria, trabalhadora. e considerada no meio em que se insere. 45. No relatório social do arguido, consta escrito para além do mais que: (....) IC... permanece à data actual a residir com a sua companheira, de 40 anos, solteira, artesã em part-time, pelos dois filhos desta ultima de 16 e 8 anos de idade, estudantes, e pelo filho do arguido de 11 anos, estudante. O filho mais velho de IC…, de 16 anos de idade, trabalha como empregado de mesa, possuindo uma vida autónoma, mantendo contudo contactos frequentes com, o progenitor. Os dois filhos mais novos do arguido de 9 e 4 anos de idade residem na companhia da progenitora, e têm também mantido contactos com o pai embora de forma irregular. O relacionamento do arguido com a sua actual companheira é caracterizado como sendo gratificante, e o ambiente familiar considerado harmonioso, sendo notória a existência de um espírito de cooperação e inter-ajuda entre os seus elementos. Ao nível profissional, IC... desempenha a actividade profissional de bombeiro, nos Bombeiros Voluntários de …, onde permanece, desde há cerca de 11 anos. (....) Do ponto de vista social, IC... é considerado uma pessoa sociável gozando na comunidade de uma imagem satisfatória. Nos seus tempos livres, é do agrado do mesmo assistir a jogos de futebol, andar de bicicleta e conviver com familiares e amigos, constando-se na comunidade que IC... ingira bebidas alcoólicas, por vezes em excesso, em situações de convivia social, não assumindo porém o mesmo possuir problemas de alcoolismo. (...) No meio social aparentemente não são notórios os impactos significativos decorrentes desta situação, sendo esta do conhecimento generalizado da população. O arguido ao longo do seu processo de desenvolvimento vivenciou alguma instabilidade ao nível familiar, advinda principalmente do falecimento primeiramente de sua mãe e depois de sua avó paterna, aparentando contudo os modelos educativos ter-lhe transmitido adequadas normas e regras de vivência em sociedade. (....) Actualmente, IC... aparenta encontrar-se estabilizado ao nível familiar e bem inserido ao nível profissional, gozando também de uma imagem satisfatória ao nível comunitário. 46.Do certificado de registo criminal do arguido nada consta.
Mais se provou que: 47. À data dos factos o arguido e a assistente não viviam juntos há cerca de um mês. 48. A assistente encontrava-se a viver com BL... e com duas filhas. 49. No dia em que os factos ocorreram foi a primeira vez que o arguido os viu juntos como casal. 50. O arguido admitiu a prática dos factos na sua essencial idade. 51. O arguido afirmou-se arrependido do seu comportamento e pediu desculpa às filhas. … “
(in: http://www.dgsi.pt/jtrc.nsf/8fe0e606d8f56b22802576c0005637dc/d58a438546c5f16c802578710053b9a8?OpenDocument )
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|  | | susy. Parte da mobília


 Número de Mensagens: 5136 Idade: 39 Data de inscrição: 21/09/2010
 | Assunto: Re: Números da Violência Doméstica em Portugal Qua Maio 11, 2011 11:39 pm | |
| Os menores de idade testemunharam quase metade dos crimes de violência doméstica denunciados em Portugal, segundo foi divulgado esta quarta-feira pelo Ministério da Administração, através de um relatório que compilou as denúncias efectuadas junto das forças de segurança (PSP e GNR). Das 31325 queixas apresentadas em 2010, os menores assistiram a 44% desses crimes. Em 2010 morreram 18 pessoas devido a violência doméstica. E a secretária de Estado para a Igualdade, Elza Pais, estima que estas queixas representem "40 a 50% das ocorrências de violência doméstica em Portugal".
A violência doméstica foi o terceiro crime mais participado nas forças de segurança (PSP e GNR), a seguir aos crimes de “furto” e “furto em veículo motorizado”. Foi, no entanto, o mais participado na categoria dos crimes contra pessoas. Ou seja, houve 86 queixas por dia devido a violência física ou psicológica, o que dá uma média de quatro queixas por hora. Em relação a 2009 houve um aumento de 2,3% de denúncias, mas a PSP registou menos 2,7% de queixas, ao passo que a GNR, mais actuante nos meios rurais, registou um acréscimo de 10,4% no número de queixas comparativamente a 2009.
Os distritos com maior número de ocorrências são, de novo, Lisboa (7314 queixas), Porto (6355), Setúbal (2506), Aveiro (2085) e Braga (1838). Mas a taxa de incidência (número de ocorrências por cada mil habitantes) é mais elevada em Faro (3,4%). Pelo contrário, Viseu será o distrito mais pacífico em termos de incidência da violência doméstica, com 2%.
É ao fim-de-semana que mais ocorrências se verificam. Mais de 30% das ocorrências verificadas em 2010 sucederam-se a um sábado ou um domingo. E é entre as 19 horas e a meia-noite que mais ocorrem, tendo-se registado 47,2% das ocorrências naquela banda horária. Quanto às alturas do ano mais propícias a este tipo de crime, Julho e Agosto (os meses de férias) lideram os números, com mais de 20% dos casos registados. Mais de 53% das vítimas apresentou queixa no mesmo dia da ocorrência.
A maioria das vítimas são mulheres (85,1%), têm entre 25 e 65 anos (77,1%), são casadas (46,4%). A maior parte das ocorrências (82,1%) aconteceram dentro da conjugalidade, passada e presente, sendo maior o número de casos entre casados, unidos de facto ou namorados (63,7%) do que entre divorciados ou separados (18,4%). A residência da vítima é onde mais acontecem estas agressões (80,1%)
Quanto à independência financeira das vítimas, 78,1% não dependia economicamente do denunciado. Note-se que 15,8% das vítimas são estrangeiras (oriundas do Brasil eram 4,4% e dos PALOP’s eram 6,9%).
No campo dos agressores, 14,3% usou ou possuía arma no momento da ocorrência, segundo os registos da GNR. Em 42,8% das ocorrências, o consumo de álcool foi detectado pelas autoridades. Quanto a estupefacientes, foram 11,2% dos casos.
por Ricardo Paz Barroso, Publicado em 04 de Maio de 2011
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