| | | Números da Violência Doméstica em Portugal | |
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| Autor | Mensagem |
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tounessa Parte da mobília

 Número de Mensagens: 2290 Idade: 56 Data de inscrição: 12/10/2008
 | Assunto: Re: Números da Violência Doméstica em Portugal Ter Ago 31, 2010 11:09 am | |
| “ … Luvas postas e faca em cima da mesa, António Sousa esperou em casa pela mulher, a regressar do banco na Póvoa de Santo Adrião, Odivelas. Vítima de violência doméstica, aos 60 anos, Ilda nem assim podia imaginar os planos do marido para a manhã de ontem. Sem tempo de reacção, mal cruzou a porta da rua foi regada com petróleo … O isqueiro já estava a postos, para que fosse incendiada viva – mas a vítima conseguiu escapar e refugiar-se no café ao lado de casa, antes de lhe ser ateado o fogo. Queimada pelo petróleo, foi levada de urgência para o Hospital de Santa Maria, Lisboa, onde permanece internada em estado grave. E o marido agressor foi levado pela PSP. … “
(in: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/tenta-incendiar-a-mulher ) |
|  | | tounessa Parte da mobília

 Número de Mensagens: 2290 Idade: 56 Data de inscrição: 12/10/2008
 | Assunto: Re: Números da Violência Doméstica em Portugal Qui Set 02, 2010 11:22 am | |
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“ … Ao Tribunal de Viseu, o rapaz, aluno do curso de Engenharia do Ambiente, no Instituto Politécnico de Viseu (IPV), admitiu que o relacionamento que mantinha com Joana Fulgêncio era conflituoso e com discussões frequentes.
A 17 de Novembro encontrou-se com a jovem estudante de comunicação social, no centro Comercial 'Forum', em Viseu, com o propósito de "conversarem" e "fazerem as pazes", seguindo depois para um pinhal, em Teivas, que frequentavam para "fazer amor".
Durante a manhã da primeira sessão de julgamento, o arguido admitiu que, neste mesmo pinhal e após discutirem, foi à bagageira do seu carro e pegou numa marreta, que adquiriu dias antes numa viagem a Madrid, "para assustá-la e parar com a discussão".
David S. conta que a namorada o viu com a marreta na mão, mas que lhe disse não ter medo e já não querer mais nada com ele, virando-lhe as costas.
"Ela virou-se e eu explodi para cima dela", confessou, admitindo ainda que há momentos em que explode e que destrói tudo o que lhe aparece na frente, apontando como exemplo uma situação em que atirou a sua mãe pelas escadas.
O jovem, que alega não saber lidar bem com situações em que é contrariado ou rejeitado, disse ainda ao tribunal que tem uma vaga ideia de que desferiu duas pancadas na cabeça da namorada com uma marreta.
Posteriormente, colocou-lhe um saco de plástico na cabeça, "para não ver como ela estava" e arrastou-a "pelas pernas para dentro do carro".
O estudante contou que depois de ter feito vários quilómetros de carro, seguiu em direcção à Barragem de Fagilde, e depois de uma tentativa de suicídio de que se arrependeu, atirou o carro a trabalhar, em ponto morto e destravado, como corpo de Joana para uma ravina.
Durante a sessão de julgamento, David S. justificou a compra da marreta por viver com receio, depois de uma discussão e ameaças que alega ter tido numa discoteca, ao ver rapazes a dançar com a sua namorada.
Uma versão diferente da que apresentou em primeiro interrogatório judicial, em que justificou a compra como meio de defesa, depois de um assalto.
"Na altura estava muito nervoso. Não queria que pensassem que era má pessoa", sustentou.
Ainda durante a manhã, o tribunal ouviu os testemunhos do dono do bar onde David S. foi bater à porta e que chamou a polícia e os bombeiros e ainda o homem que lhe vendeu a marreta.
Numa versão inicial, o arguido tinha contado que tinha sido vítima de carjaking.
Durante a manhã, várias dezenas de pessoas concentraram-se na entrada e átrio do tribunal de Viseu, à espera que o arguido entrasse.
A sua entrada já tinha acontecido bem mais cedo, no entanto, amigas da vítima exibiram uma faixa negra a exigir justiça, assim como algumas t-shirts a pedir pena máxima para o autor do crime.
O julgamento prossegue durante a tarde. …”
(in: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1653793&seccao=Centro )
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|  | | hel Residente


 Número de Mensagens: 293 Idade: 36 Data de inscrição: 01/09/2010
 | Assunto: Re: Números da Violência Doméstica em Portugal Qui Set 02, 2010 11:42 am | |
| o meu processo ainda aguarda data para julgamento. curiosamente, como naquele dia me defendi, passei de vítima a agressora e tenho também uma acusação por agressão física... porque o Sr., nunca perdoou que tivesse chamado a polícia...fantástica esta vida... |
|  | | xela Parte da mobília


 Número de Mensagens: 1237 Idade: 27 Data de inscrição: 02/11/2008
 | Assunto: Re: Números da Violência Doméstica em Portugal Ter Set 14, 2010 4:20 am | |
| Eu vim agora mesmo do tribunal, fui prestar declarações sobre (mais) uma queixa sobre o imbecil...
Desde Junho que tenho um documento que me denomina de Vítima de Violência Doméstica... |
|  | | luanegra Residente


 Número de Mensagens: 260 Idade: 33 Data de inscrição: 27/08/2010
 | Assunto: Re: Números da Violência Doméstica em Portugal Ter Set 14, 2010 5:46 am | |
| custa me a acreditar que em pleno seculo xxi ainda existam casos destes...ainda existam "monstros " capazes de exercer algum tipo de violencia sobre as suas companheiras/os...sinceramente é revoltante. |
|  | | tounessa Parte da mobília

 Número de Mensagens: 2290 Idade: 56 Data de inscrição: 12/10/2008
 | Assunto: Re: Números da Violência Doméstica em Portugal Ter Out 05, 2010 12:02 am | |
| … … … … … a violência doméstica no seu esplendor … … … …....................................................................................“ …Factos provados 1. O arguido contraiu matrimónio com a ofendida Z. em 9 de Outubro de 1970.2. P e J encontram-se registados como sendo filhos do arguido e da ofendida.3. O casal identificado em 1) fixou a sua residência, desde sempre, em…., Ferreira do Zêzere.4. A aludida relação conjugal foi pautada, desde o início, por agressões físicas e verbais por parte do arguido a Z.5. Com efeito, o arguido desferia, quase todas as semanas, murros, bofetadas e pontapés em Z, apelidando-a de “puta”, “cabra” e “vaca” e arremessando-lhe, em número de vezes não concretamente apurado, paus e pratos.6. Nesta sequência, em virtude de ter sofrido pelo menos um acidente vascular cerebral, Z passou a ser acompanhada, a partir de 1 de Dezembro de 2006, pela Associação de Melhoramento e Bem Estar Social de …, permanecendo no Centro de Dia da mesma durante todo o dia e regressando pelas 17h30, para pernoitar na sua residência.7. Para o efeito, elementos da aludida Associação iam buscar a ofendida a sua casa cerca das 9 horas dos dias úteis, indo deixá-la pelas 17h30 desses dias.8. No dia 9 de Outubro de 2007, em hora não concretamente apurada, mas entre as 17 e as 23h59, o arguido desferiu um murro no olho esquerdo de Z.9. No dia 23 de Dezembro de 2007, pelas 19h45, dentro da residência aludida em 3), o arguido dirigiu-se a Z e afirmou: “sua grande puta, sua grande vaca, tu não trabalhas porque não queres, caminha, caminha”, desferindo-lhe, seguidamente, diversos murros na cabeça, faces e tronco, empurrando-a e arrastando-a pelo chão.10. Em consequência dos factos descritos, Z sofreu equimose em ambas as regiões malares, equimose do pólo superior da orelha direita, equimose da região lombar direita com três centímetros de comprimento por dois de largura, equimose da face interna do braço direito com 6 centímetros de comprimento e dois de largura, equimose com dois centímetros de diâmetro na face externa do braço esquerdo.11. Tais lesões demandaram-lhe um período de dez dias de doença, sendo cinco com afectação da capacidade para o trabalho.12. Desde 1 de Setembro de 2008 que Z está internada na Santa Casa da Misericórdia de Ferreira do Zêzere.13. O arguido agiu livre, voluntária e conscientemente, com o propósito concretizado de molestar a ofendida no seu corpo e saúde, causando-lhe dores, bem como um permanente medo, perturbação e um clima de terror nocivo à sua estabilidade emocional, bem sabendo que a sua conduta era proibida e punida pela lei penal.14. O arguido actuou sempre dentro da residência da família.15. No momento aludido em , em virtude de acidente vascular cerebral que Z sofreu no decurso do ano de 2007, a mesma só conseguia locomover-se através do uso de uma cadeira de rodas. 16. À excepção do dia 28 de Dezembro de 2007, o arguido impediu, em todo o período em que a ofendida foi acompanhada no Centro de Dia aludido em 6), que a mesma fosse levada pelas técnicas que a acompanhavam em tal local para efectuar tratamentos médicos.17. O arguido impediu igualmente a ofendida de se deslocar nas actividades do Centro de Dia, designadamente, a uma exposição.18. A ofendida chorava muito frequentemente, sendo que durante o ano de 2007 e até ser internada na Santa Casa da Misericórdia, o fazia com mais predominância nos momentos em que chegava a casa, manifestando vontade de não sair da companhia das técnicas auxiliares.19. Durante o ano de 2008, até ser internada na Santa Casa da Misericórdia de Ferreira do Zêzere, a ofendida, por vezes, chorava e tremia quando via o arguido, ainda que na presença das técnicas auxiliares.20. Durante o período em que foi acompanhada no Centro de Dia identificado em 6), com maior incidência no final de 2007, a ofendida apresentava-se sempre suja e descuidada quando era recolhida, de manhã, pelas técnicas identificadas em 7), não sendo capaz de prover, sozinha à sua higiene.21. Durante o período aludido em 20), a ofendida apresentava, quase todos os dias, hematomas em várias zonas do corpo, nomeadamente na zona das virilhas e das nádegas.22. O arguido é tido na comunidade que o rodeia como uma pessoa violenta e quezilenta.23. O arguido recebe € 315 a título de reforma e presta serviços de agricultura, auferindo por conta desses serviços, em média, a quantia mensal de € 240.24. O arguido despende € 133 com a mensalidade da Santa Casa da Misericórdia onde se encontra internada a ofendida.25. O arguido tem casa própria e vive com o seu filho J.26. O arguido confessou parcialmente os factos que lhe foram imputados, mas não manifestou arrependimento dos actos por si cometidos.27. O arguido não tem antecedentes criminais… … Decisão … Deve ser suspensa a execução da pena … (in: http://www.dgsi.pt/jtrc.nsf/8fe0e606d8f56b22802576c0005637dc/789327270603b78b802577ad00342916?OpenDocument ) |
|  | | Admin Admin


 Número de Mensagens: 686 Idade: 40 Data de inscrição: 13/06/2008
 | Assunto: Re: Números da Violência Doméstica em Portugal Seg Fev 07, 2011 10:29 am | |
| 43 mulheres foram mortas em Portugal em 2010, vítimas de violência doméstica. público _________________ Admin
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|  | | Lost Parte da mobília


 Número de Mensagens: 8144 Idade: 39 Data de inscrição: 27/05/2010
 | Assunto: Re: Números da Violência Doméstica em Portugal Seg Fev 07, 2011 11:34 am | |
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|  | | mbprincesa Parte da mobília


 Número de Mensagens: 3742 Idade: 35 Data de inscrição: 16/07/2010
 | Assunto: Re: Números da Violência Doméstica em Portugal Ter Fev 15, 2011 5:21 am | |
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|  | | asofia
 Número de Mensagens: 10 Idade: 33 Data de inscrição: 12/03/2009
 | Assunto: Re: Números da Violência Doméstica em Portugal Sab Fev 19, 2011 12:40 pm | |
| | xela escreveu: | Eu vim agora mesmo do tribunal, fui prestar declarações sobre (mais) uma queixa sobre o imbecil...
Desde Junho que tenho um documento que me denomina de Vítima de Violência Doméstica... |
desculpa mas que documento é esse eu já fui vitima de inumeras situações em que o meu ex-marido me tentou matar, ameaçou, e tudo o que se possa imaginar, no entanto as coisas não andam e quando a minha mãe tentou ajuda junto da judiciária ainda disseram "minha sehora somos muito bons mas sem corpo não temos pistas para seguir"! De facto é o que sentimos, que só quando ele consegur o que quer é que dizem que afinal o caso já estava sinalizado e afinal eu não fazia queixa para chatear era mesmo porque o Sr GNR é pior do que aqueles que fiz que apanha na sua profissão. |
|  | | reideespadas Parte da mobília


 Número de Mensagens: 1421 Idade: 31 Data de inscrição: 09/06/2010
 | Assunto: Re: Números da Violência Doméstica em Portugal Dom Fev 20, 2011 9:35 am | |
| o documento que a xela fala e do estatudo de vitima de violencia doméstica
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|  | | tounessa Parte da mobília

 Número de Mensagens: 2290 Idade: 56 Data de inscrição: 12/10/2008
 | Assunto: Re: Números da Violência Doméstica em Portugal Ter Mar 15, 2011 11:49 am | |
| Um trabalho muito interessante sobre violência doméstica:
“ … A violência doméstica é um temário actual, não apenas em Portugal, mas em todos os países do nosso espaço cultural, objecto de particular atenção por banda de políticos, juristas, sociólogos, psicólogos e toda a espécie de curiosos, sobretudo se ligados a grupos de pressão com intervenção social. Apesar disso não se trata de um problema novo, antes de um complexo problema social, de todos os tempos, que o devir comunitário e a crescente consciência colectiva sobre a dimensão e efectividade dos direitos, vem impondo. Isso tem trazido a terreiro novas interrogações, emergentes dos choques e contradições que vão surgindo, ao nível das representações sociais, das tradições e da cultura a muitos títulos ainda dominante na nossa sociedade. Não obstante, por todo o lado se tem vindo a sedimentar a ideia da tolerância zero. …”
http://www.verbojuridico.com/doutrina/2009/moreiraneves_violenciadomestica_bemjuridico.pdf
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|  | | Liawolf Parte da mobília


 Número de Mensagens: 598 Idade: 38 Data de inscrição: 12/03/2011
 | Assunto: Re: Números da Violência Doméstica em Portugal Qua Mar 16, 2011 7:56 am | |
| Ontem a minha assistente contou-me uma conversa de uma amiga que estava a queixar-se (junto a um grupo de amigas) que estava chateada com o namorado porque este lhe bateu. Uma das outras amigas respondeu muito espantada: "E é por isso que estás chateada?! Eu ainda ontem dei um grande estalo ao meu namorado e ele também me bateu e não é por isso que nos zangámos!", como se fosse a coisa mais natural e normal do mundo. Essa menina diz que às vezes se chateia muito com ele e que lhe bate e ele também faz o mesmo, mas que depois fazem as pazes... Saliento que são pessoas com 20 anos e formação média (própria da idade)! E muitas pensam e agem da mesma maneira... Que medo do futuro! |
|  | | Rui Nunes Residente


 Número de Mensagens: 358 Idade: 38 Data de inscrição: 28/02/2011
 | Assunto: Re: Números da Violência Doméstica em Portugal Qua Mar 16, 2011 10:29 am | |
| Bem, arrepiante.
Estive agora a dar uma vista de olhos pelos posts e por um lado não me espanta o nivel de agressividade existente, por outro, incomoda-me o facto de alguém se sujeitar a maus-tratos depois de uma primeira vez.
Creio que a violência doméstica é mais frequente porque é para casa que as pessoas levam os problemas acumulados.
Acho que devia haver condições para as pessoas descarregarem energias de fúria, antes de entrar em casa. Tipo um saco de pugilismo do lado de fora da porta. Acham que ajudava?
Lembro-me de num qualquer país do norte da Europa, onde a violência nocturna era alarmante, implementaram, em parques de sucata, meios para descarregar fúrias. Simplesmente, havia um espaço, entregavam uma marreta à pessoa que lá ia, e essa pessoa podia partir tudo o que estivesse à sua volta, durante X tempo. Ao que sei, deu resultado, a curto prazo, na redução da violência nocturna, naquele local. |
|  | | Arisca Parte da mobília


 Número de Mensagens: 2226 Idade: 42 Data de inscrição: 09/07/2009
 | Assunto: Re: Números da Violência Doméstica em Portugal Qui Mar 17, 2011 1:44 am | |
| Eu acho que principalmente aceitam e fazem o que sempre viram fazer em casa...
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|  | | | | Números da Violência Doméstica em Portugal | |
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