| | | Divórcio: textos e crónicas | |
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| Autor | Mensagem |
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tounessa Parte da mobília

 Número de Mensagens: 2282 Idade: 56 Data de inscrição: 12/10/2008
 | Assunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Ter Jun 15, 2010 10:55 am | |
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“ … E, entre os casais de maior duração, quais são as queixas mais frequentes?
Falta de comunicação. Começam a falar e entram em conflito. Há uma comunicação verbal e outra não-verbal. A mulher é mais exigente em matéria de comunicação íntima. Fala de sentimentos e tem uma comunicação em profundidade. Os homens têm tendência para uma comunicação mais factual do quotidiano. São menos no verbo e mais nos actos. Mas também são mais superficiais. Também me procuram por problemas de ordem sexual, como a perda de desejo e as aventuras extraconjugais. E depois há crises que têm a ver com problemas de ordem pessoal, como uma depressão, ... Porque é que o casal é um núcleo tão frágil? Na minha experiência como psicanalista, mas também a partir da minha observação enquanto sociólogo, há conflitos de diferentes ordens. O primeiro é que, com esta promoção e sacralização do indivíduo, há no seio do casal um conflito entre as reivindicações individuais e os interesses comuns. Quando dois seres coabitam, são confrontados com a necessidade de afirmar a sua identidade individual. Nessa reivindicação, temos grande dificuldade em aceitar o outro na sua diferença. Isto é um ponto essencial. … “ ( http://aeiou.expresso.pt/o-casal-separou-se-do-casamento=f588148 )
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|  | | tounessa Parte da mobília

 Número de Mensagens: 2282 Idade: 56 Data de inscrição: 12/10/2008
 | Assunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Seg Jun 21, 2010 10:31 am | |
| Uma empresa japonesa realiza cerimónias de divórcio que começam com a chegada dos futuros divorciados em riquixás, separadamente.
Os participantes no evento ouvem o organizador resumir os motivos da separação.
Depois, o casal destrói a aliança … e, no dia seguinte, estão divorciados.
( http://www.youtube.com/watch?v=FPE81dfoaBo ) |
|  | | reideespadas Parte da mobília


 Número de Mensagens: 1421 Idade: 31 Data de inscrição: 09/06/2010
 | Assunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Seg Jun 21, 2010 10:41 am | |
| Eu depois de ter ouvido falar de reportagens fotografias a funerais já acredito em tudo.... |
|  | | tounessa Parte da mobília

 Número de Mensagens: 2282 Idade: 56 Data de inscrição: 12/10/2008
 | Assunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Ter Jun 29, 2010 11:08 am | |
| … manter o nome do ex-marido ou da ex-mulher também ajuda a dar a ideia de que não houve divórcio e que continua tudo na mesma …
“Entre os mais de 50 mil portugueses que se divorciaram em 2009, apenas 716 pediram a renúncia do apelido do ex-cônjuge. Um processo que demora 15 dias e custa 2,99 euros, mas que a maioria dos divorciados não leva a cabo por "comodismo", defende o psicólogo Jorge Gravanita. Ou seja, 99% dos divorciados decidem manter o apelido do ex-companheiro ou da ex-companheira. A maioria dos casos são, sem dúvida, mulheres que apesar da separação mantêm oficialmente os nomes dos maridos.
Apesar de acreditar que a maioria dos casais separados acaba por voltar a usar o nome de solteiro, Jorge Gravanita considera que não pedem a renúncia formal do apelido para "não apagar o valor simbólico do nome adquirido e também de um certo estatuto social que se conquista com o casamento".
O psicólogo lembra que para algumas pessoas manter o nome do ex-marido ou da ex-mulher também ajuda a "dar a ideia de que não houve divórcio e que continua tudo na mesma".
Mas se o número de divorciados que renuncia ao apelido é muito inferior ao número total de divórcios, também o número de casais que adoptam o nome do outro é cada vez mais baixo. No ano passado, só 1250 pessoas, das 80 782 que casaram, fizeram o pedido de adopção de apelido. … “
( http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1605612 ) |
|  | | tounessa Parte da mobília

 Número de Mensagens: 2282 Idade: 56 Data de inscrição: 12/10/2008
 | Assunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Seg Jul 05, 2010 11:10 am | |
| … (infecto)contagioso!
“ …. Uma equipa de psicólogos e sociólogos … fizeram um estudo de acordo com o qual se alguém num grupo de amigos se separar, o seu casamento pode ser o próximo a terminar.
O divórcio é contagioso, segundo os resultados deste estudo. A quebra de relacionamentos dentro de um grupo de amigos faz com que os relacionamentos dos restantes membros do grupo fiquem também afectados.
Um divórcio de um casal amigo faz com que o eu próprio casamento tenha mais 75% de hipóteses de terminar. O risco só diminui se existirem crianças envolvidas. Nesse caso, os pais são menos afectados pela separação dos amigos.
O relatório do estudo, que analisou casos de grupos de amigos num espaço de tempo de trinta e dois anos, conclui que os casais devem falar abertamente do divórcio dos amigos e tratar os efeitos que isso pode ter tido sobre o seu prórpio casamento: "O divórcio deve ser entendido como um fenómeno colectivo", lê-se na conclusão do estudo, "que se estende muito para lá daqueles que estão directamente envolvidos".
O estudo conclui ainda que os amigos tendem a apoiar-se uns aos outros no divórcio por razões de egoísmo e de compaixão.”
(in: http://www.sabado.pt/Ultima-hora/Sociedade/divorcio-e-contagioso.aspx ) |
|  | | tounessa Parte da mobília

 Número de Mensagens: 2282 Idade: 56 Data de inscrição: 12/10/2008
 | Assunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Dom Jul 11, 2010 8:52 am | |
| Eu me vim pr’á divorciar … e não tem bate-papo. “O divórcio no Brasil vai mudar. O plenário do Senado aprovou ontem (7), em último turno, a chamada PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do divórcio direto. Essa alteração no texto constitucional acaba com os prazos atualmente necessários entre o fim da convivência do casal e o divórcio e ainda tira da Constituição a figura da separação formal. Hoje a regra é a seguinte: o divórcio pode ser pedido após um ano da separação formal (judicial ou no cartório) ou após dois anos da separação de fato (quando o casal deixa de viver junto). A partir da publicação dessa emenda constitucional, o pedido de divórcio poderá ser imediato, feito assim que o casal decidir pelo término do casamento. Como a proposta já foi aprovada pela Câmara, agora só falta ser promulgada e publicada para passar a valer --como é PEC, não será necessário passar pela análise do presidente da República. Bastante polêmica, a matéria já foi chamada de "PEC do desamor", pelos que argumentam que ela facilita indevidamente o fim do casamento, e de "PEC do amor", pelos que entendem que a proposta vai encurtar o trâmite do divórcio e facilitar o início de novas relações. "Milhares de pessoas se separam e se divorciam por ano no Brasil, é um benefício. Vai economizar custos processuais, honorários advocatícios e sofrimento", afirmou um dos principais articuladores da proposta, o deputado federal Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA). "O Estado não tem que ficar determinando quando a intimidade das pessoas vai acabar", defendeu o advogado Rodrigo da Cunha Pereira, presidente do IBDFAM (Instituto Brasileiro de Direito de Família) --entidade idealizadora da proposta. “(in: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/763738-lei-que-agiliza-processo-de-divorcio-e-aprovada-no-senado.shtml ) |
|  | | tounessa Parte da mobília

 Número de Mensagens: 2282 Idade: 56 Data de inscrição: 12/10/2008
 | Assunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Ter Jul 13, 2010 11:30 am | |
| Desquite agilizado no Brasil.
“ … O Congresso promulgou nesta terça-feira (13) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que institui o divórcio direto, agilizando o processo de separação. Casais que querem se divorciar agora estarão liberados do cumprimento prévio da separação judicial por mais de um ano ou de comprovada separação de fato por mais de dois anos, como previa a Constituição. A PEC deve ser publicada na quarta-feira (14) no Diário do Congresso Nacional, quando passa a ter validade …”
(in: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI154573-15223,00-CONGRESSO+PROMULGA+EMENDA+QUE+AGILIZA+DIVORCIO.html ) |
|  | | tounessa Parte da mobília

 Número de Mensagens: 2282 Idade: 56 Data de inscrição: 12/10/2008
 | Assunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Ter Jul 13, 2010 11:32 am | |
| "Se se sente infeliz e deprimida por estar sem homem, porque se separou ou porque ainda não encontrou a sua cara-metade, então anime-se e veja o lado positivo da coisa, que não é pequeno.
As suas amigas são todas casadas e com filhos. Parecem estar bem. Você não tem actualmente com quem passear, partilhar o dia-a-dia ou namorar.
Por todas estas razões e mais algumas você tornou-se numa mulher infeliz e deprimida. Está com medo de acabar sozinha. Medo de deixar de fazer parte de um casal, medo por não saber viver como antes, quando estava só e sem preocupações.
Então minha cara, está na hora de erguer a cabeça e saber reconhecer as vantagens que existem em estar sozinha, e olhe que não são poucas. Aproveite-as bem, já que as mulheres casadas quase nunca o podem fazer …
Você é que manda em si e em tudo referente à sua casa.
Manda na despensa, manda no dinheiro, manda na organização da casa, manda nos horários e manda nos contratos. Manda em tudo.
Não tem que consultar o seu marido para nada. Não tem de dar satisfações a ninguém sobre o que quer que seja. Faz o que quer e o que bem lhe apetece às horas que quiser.
Aquelas frases típicas das mulheres casadas como: "O que achas disto?", "tenho que falar primeiro com ele e depois digo-te" ou "não me chateies" vão-se todas à vida.
Há uma liberdade total para tudo. Se quiser comer cereais com leite ao jantar todos os dias, ver as suas séries ou novelas favoritas pela noite dentro, ouvir Frank Sinatra bem alto enquanto toma banho e arruma a casa pode fazê-lo. O melhor? Ninguém a pode chatear por isso. Há liberdade total para se poder esquecer de um simples penso higiénico onde quer que seja. Liberdade total para arrumar a loiça só quando lhe apetecer …
Posso sair sem ninguém me fazer perguntas ou cenas.
Se me apetecer gastar o meu ordenado inteirinho numa mala ou num relógio e comer pão e água o resto do mês, posso fazê-lo!
Haverá alguma coisa melhor do que não ter de dar satisfações a um homem? …
Posso passar o dia inteiro a cuidar de mim, sem horários. Posso estar com as minhas amigas três dias seguidos sem ir a casa. Posso dormir o dia todo ao domingo se me apetecer.
Uma mulher sozinha tem todo o tempo de mundo para se dedicar à carreira, à família, à leitura, à beleza, ao piano, ao desporto, ao rapel, aos bordados, aos blogues femininos, à Internet, aos museus, às viagens, à cultura e até às novelas se quiser …
Banheira com pêlos, tampa da sanita para cima, meias pelo chão, camisas para lavar e engomar diariamente, jantar na mesa a horas, futebol ao fim de semana, noticiários a toda a hora, enrolar as resmas de meias deles, os jornais desportivos espalhados, as revistas de carros na casa-de-banho por arrumar, sapatos e ténis por todo o lado, roupa interior usada no chão da casa de banho, Fórmula 1, filmes de guerra, condução desatada, música esquisita altíssima... Jogos chatos e infantis no computador, enfim, sossego sim, isso é que é o paraíso …
Temos que reconhecer que uma relação a dois torna-se, não raras vezes, muito desgastante e dispendiosa. Telefonemas e mensagens constantemente. Mesmo no início da relação, há aqueles batimentos cardíacos e a loucura de estarmos sempre desconcentrados do nosso quotidiano a pensarmos naquela pessoa. Parecendo que não, é altamente desgastante toda esta tensão à volta de um sentimento ou de uma pessoa.
Perguntas típicas de quem tem alguém como: "onde estás?", "já chegaste?" ou "o que estás a fazer?" acabam por nos pôr em stress constante. Ter de abdicar de coisas pessoais para fazer o outro feliz, ter a preocupação permanente perante o bem estar do outro são tudo momentos de grande tensão.
Por outro lado, o dinheiro que se poupa por não ter de fazer essas chamadas e mensagens de rotina é suficiente para se poder dar ao luxo de viajar um fim-de-semana por mês …
Como vê, há imensas vantagens em não ter um namorado ou um marido.
Se for este o seu caso, aproveite muito bem tudo o que você pode fazer, pois se amanhã se apaixonar estas regalias desaparecem de uma vez só.
Se for das que está acompanhada e feliz. Parabéns, você é uma mulher cheia de sorte. Sobretudo porque está feliz.”
(in: http://aeiou.expresso.pt/avidadesaltosaltos ) |
|  | | Lança Parte da mobília


 Número de Mensagens: 1343 Idade: 36 Data de inscrição: 18/05/2010
 | Assunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Sab Jul 24, 2010 11:24 pm | |
| E logo eu, que detesto compras! http://aeiou.expresso.pt/avidadesaltosaltos |
|  | | Just Parte da mobília


 Número de Mensagens: 2643 Idade: 46 Data de inscrição: 10/07/2009
 | Assunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Dom Jul 25, 2010 10:12 pm | |
| | Lança escreveu: | E logo eu, que detesto compras! http://aeiou.expresso.pt/avidadesaltosaltos |
E eu a pensar que elas estavam apenas a ser simpáticas...... bolas, já nem no supermercado estamos descansados? |
|  | | Lança Parte da mobília


 Número de Mensagens: 1343 Idade: 36 Data de inscrição: 18/05/2010
 | |  | | Just Parte da mobília


 Número de Mensagens: 2643 Idade: 46 Data de inscrição: 10/07/2009
 | |  | | tounessa Parte da mobília

 Número de Mensagens: 2282 Idade: 56 Data de inscrição: 12/10/2008
 | Assunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Ter Ago 03, 2010 10:58 am | |
| A evolução divergente.
“ … Os últimos dados fornecidos pelo Instituto Central de Estatística de Itália revelam um aumento das separações e dos divórcios. Calcula-se que a duração média da vida conjugal baixou para 15 anos.
Cada vez mais pessoas vivem em união de facto e o número de solteiros também continua a crescer, tendo muitos destes solteiros relações amorosas e eróticas ocasionais. Perguntei a mim próprio se era possível compreender alguma coisa desta desordem amorosa.
Penso que sim, e o ponto de partida é o prolongamento da vida e da juventude. Esse facto é particularmente visível nas mulheres, que, quando têm alguns cuidados, permanecem belas e atraentes dos 14 aos 60 e tal anos. Este facto implica um enorme prolongamento da vida erótico-amorosa, que se estrutura em muitos ciclos amorosos intervalados por períodos de procura. Os adolescentes têm os primeiros amores eróticos aos 13-14 anos. São amores breves, que acabam com a primeira dificuldade. O primeiro grande amor, pelo menos no caso das mulheres, surge por volta dos 20 anos. Não costuma resultar em casamento, mas sim numa convivência ou num longo noivado ainda em casa dos pais. Este amor pode durar muito tempo ou acabar depressa. Segue-se então uma outra fase de procura, com vários amores. Depois, por volta dos 30 anos, costuma surgir um terceiro ciclo amoroso, com uma grande paixão, o casamento (ou a coabitação) e os filhos.
Até há pouco, a vida amorosa terminava aí. Mas hoje em dia, se os dois não se mantiverem como amantes e não conseguirem manter vivo e ardente o amor dos primeiros tempos, o casal torna-se instável ao fim de 15-16 anos. Ambos ficam disponíveis para um novo amor ou pelo menos para uma nova experiência, muitas vezes com um parceiro mais jovem. E ainda pode existir um ciclo mais tardio, por volta dos 60 anos, até porque, com os passar do tempo, as pessoas mudaram e desenvolveram novos gostos e interesses.
Chama-se a isto evolução divergente e pode ter como consequência rupturas tardias ou amores tardios. O que apresentei foi um esquema abstracto, próprio de cada indivíduo, mas se quisermos compreender um pouco o casamento e o divórcio temos de perceber os ciclos amorosos e respectivas fases de procura, de enamoramento e de cansaço. Estou convencido de que um melhor conhecimento do amor permite evitar os erros que o envenenam e conservar a chama durante muito tempo.”
(Francesco Alberoni, in: http://www.ionline.pt/conteudo/72227-casamentos-paixoes-divorcios-e-tudo-culpa-dos-ciclos-amorosos ) |
|  | | tounessa Parte da mobília

 Número de Mensagens: 2282 Idade: 56 Data de inscrição: 12/10/2008
 | Assunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Sex Ago 27, 2010 11:42 am | |
| Casamento descartável:
“ … entendo que o direito ao divórcio é um direito constitucional, que decorre da própria dignidade da pessoa humana; não concebia viver numa sociedade em que a consagração do casamento fizesse erigir um vínculo indestrutível entre marido e mulher, que a lei fosse cega ao devir da sociedade e abraçasse a tese de que “até a morte os separe”. Se ambos partilham o desejo de se divorciar, se um deles desapareceu para parte incerta ou mesmo certa, se os valores fundamentais do casamento são violados, mormente se um deles traí, mente, esbanja, bate, subscrevo que o Direito tem de encontrar mecanismos para fazerem cessar um vínculo que, na prática, já se quebrou!
Mas, o que está em causa é a tutela da pretensão de alguém cessar o casamento, contra a vontade do outro cônjuge, ou seja, mudar a lógica do direito potestativo que norteava o pedido de divórcio. Se no regime deposto era a “vítima” que tinha o poder de pedir o divórcio, o regime actual consagra um direito análogo para o “carrasco” …
No regime deposto, a divórcio litigioso era um processo difícil, doloroso para os envolvidos, onde a intimidade de ambos era devassada na sala do Tribunal; uma dolorosa catarse onde se expunham as razões da falência da relação matrimonial! No novo regime, aboliu-se a culpa tornando simples o divórcio! O problema é que após o divórcio, todos os problemas ficam por resolver, pelo que as partes regressam ao tribunal para, tantas e tantas vezes, exporem as misérias da intimidade conjugal, num processo igual ao que sempre foi, baptizado de forma diferente, porquanto, numa euforia voluntarista, esqueceram-se que o divórcio não era um processo duro pelo previsto no Código Civil, mas doloroso em si mesmo, pelas vivências, sonhos e desejos que encerra…”
( Hugo Lança, in: http://www.verbojuridico.com/doutrina/2010/hugolanca_casamentodescartavel.pdf ) |
|  | | tounessa Parte da mobília

 Número de Mensagens: 2282 Idade: 56 Data de inscrição: 12/10/2008
 | Assunto: Re: Divórcio: textos e crónicas Sex Set 17, 2010 4:41 am | |
| “ … Os casais cujos filhos são raparigas têm mais 5% de hipóteses de se divorciarem, quando comparados com os casais com filhos do sexo masculino. E quanto mais filhas, pior a tendência fica. … a tendência de divórcios aumenta à medida que aumenta o número de raparigas na família. Ou seja, os pais de três filhas têm 10% mais de hipóteses de se separarem do que os pais de três rapazes. …
Porquê? Porque , de acordo com as estatísticas, três quartos dos divórcios são por decisão das mulheres, e as mães de raparigas tendem a sentir-se mais apoiadas pelas filhas do que as mães de rapazes. "As filhas dão, habitualmente, maior suporte aos pais do que os filhos - e as mulheres acabam por estar menos disponíveis para suportar comportamentos negativos dos maridos, preferindo divorciar-se" …”
(in: http://aeiou.expresso.pt/casais-com-filhas-separam-se-mais=f603224 ) |
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