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| Autor | Mensagem |
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Madrasta Residente


 Número de Mensagens: 332 Idade: 35 Data de inscrição: 26/07/2008
 | Assunto: Re: Alienação parental Sex Abr 23, 2010 12:14 am | |
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|  | | Igualdade
 Número de Mensagens: 84 Idade: 38 Data de inscrição: 21/04/2010
 | Assunto: Re: Alienação parental Sab Abr 24, 2010 11:32 am | |
| http://igualdadeparental.blogspot.com/2010/04/filhos-divorciados-do-pai.html |
|  | | Igualdade
 Número de Mensagens: 84 Idade: 38 Data de inscrição: 21/04/2010
 | Assunto: Re: Alienação parental Dom Abr 25, 2010 1:00 am | |
| Especial reportagem: Filhos separados do pai Após o divórcio, a mágoa e o rancor da separação resultam muitas vezes numa guerra das mulheres para privarem o pai dos filhos. O fenómeno chama-se alienação parental e tem como objectivo manipular um filho para odiar o pai. 8:00 Domingo, 25 de Abril de 2010
http://aeiou.expresso.pt/especial-reportagem-filhos-separados-do-pai=f578425 |
|  | | tounessa Parte da mobília

 Número de Mensagens: 2282 Idade: 56 Data de inscrição: 12/10/2008
 | Assunto: Re: Alienação parental Dom Abr 25, 2010 7:48 am | |
| 20% das crianças em regulação de poder paternal são vítimas de síndrome de alienação.
"O meu filho não perdeu só a mãe. Perdeu os avós maternos, os tios, os primos e uma irmã." Tal como no documentário brasileiro A Morte Inventada, também Cristina Louro, 40 anos, sente que para o seu filho de 13 anos, ela já não existe. Não está com ele desde Setembro de 2008, a não ser por escassos minutos quando vai a tribunal ou visitá-lo ao colégio. "O meu filho sente que está a trair o pai ao falar comigo. Ele nunca disse que o pai o proíbe de me ver, mas isso nota-se no comportamento dele", explica Cristina, que vive em Lisboa com a filha.
O filho de Cristina é vítima de alienação parental (manipulação de um dos pais para odiar o outro) e tal como muitas outras crianças e adolescentes filhos de pais separados, rejeita ver o progenitor que não vive com ele.
Apesar de não haver números oficiais os especialistas avisam que o Síndrome da Alienação Parental (SAP) está a crescer em Portugal. De tal forma, que hoje, em Setúbal se organiza um debate para marcar o Dia Internacional para a Consciencialização deste Síndrome.
O juiz desembargador Madeira Pinto estima que este fenómeno afecte 15 a 20% das crianças envolvidas em processo de regulação do poder paternal.
Também a psicóloga Teresa Paula Marques chama a atenção para a possibilidade de que "com o aumento exponencial de divórcios, o SAP também aumente". Acrescentando que "actualmente estima-se que uma criança em cada quatro vai ter de enfrentar o divórcio dos pais", pelo que este síndrome pode vir a afectar muito mais crianças portuguesas.
Cristina, 40 anos, separou-se em 2007 e a relação com o ex-marido, pai dos seus dois filhos, sempre foi conflituosa. Depois de passar uma fase em que os filhos não queriam estar com o ex-marido, a administrativa deparou-se com o pedido do filho para deixar Lisboa e regressar à Guarda para viver com o pai. Cristina acabou por aceder, mas o ex-marido nunca cumpriu o regime de visitas estipulado pelo tribunal.
O processo está a decorrer no Tribunal da Guarda e Cristina não esquece as palavras do juiz quando entregou o filho ao cuidado do ex-marido. "O juiz escreveu que uma criança de 11 anos [idade do filho quando foi viver com o pai] já não precisava dos cuidados da mãe. Fiquei muito magoada com estas palavras. Como se pode dizer isso de uma criança de 11 anos?", questiona.
O caso de Cristina é raro. Normalmente, os homens são os principais afectados pelo SAP, uma vez que são as mães que ficam com a guarda parental. Segundo dados de 2006 (últimos dados conhecidos) dos 15 574 menores com guarda decidida em tribunal, 12 214 foram decisões favoráveis à mãe. "A minha ex-mulher começou logo a exigir que eu não podia ver os meus filhos ao fim de semana e só podia ter nove dias de férias com eles por ano. Durante a semana ia buscá-los às 19.00 e tinha de entregá-los às 20.00". O conflito de Rogério (nome fictício) começou há nove anos e hoje os seus filhos já têm 15 e 12 anos. No meio dos vários incumprimentos das visitas, já não vê os filhos há um ano, até porque estes começaram a recusar-se a estar com ele. "Os meus filhos estão formados e eu não tive nenhum contributo", lamenta o engenheiro de 47 anos.
A manipulação dos filhos para que estes odeiem os pais sempre existiu, mas o fenómeno foi identificado nos anos 80, pelo psiquiatra americano Richard Gardner, que o classificou de síndrome de alienação parental. Só recentemente os juízes portugueses começaram a aceitar este síndroma quando se disputa os menores em tribunal. Mas com muitas cautelas, pois, segundo os magistrados "são casos em que é difícil saber onde está a verdade" ...
( http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1552688 )
A alienação parental consiste num corte de relações entre as crianças e um dos progenitores, promovido pelo progenitor que vive com elas. Assim, os juízes confessam que a maior dificuldade é saber onde está a verdade. Até porque estes casos envolvem trocas de acusações entre as partes às vezes até suspeitas de abusos sexuais. "O grande drama é perceber quem diz a verdade. A mãe diz que a criança não quer ir, o pai diz que a mãe não deixa a criança ir", refere o juiz do Tribunal de Família e Menores de Lisboa, Celso Manata.
Mas o facto do síndrome de alienação parental não estar ainda incluído no Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais da Organização Mundial de Saúde (OMS) também faz com que alguns juízes não o reconheçam como entidade clínica, diz a psicóloga Teresa Paula Marques.
O juiz Celso Manata aponta ainda o dedo às perícias:"As perícias são demoradas e depois a mãe vai fazer a avaliação psicológica a um lado, o pai a outro e a criança a outro e é o tribunal que tem de fazer a ligação entre eles. Ora, os juízes não têm formação para isso".
A demora neste tipo de processos e a dificuldade em descobrir quem fala verdade leva o juiz Celso Manata a apelar às mães para que estas isolem os seus dramas com o ex-companheiro das crianças. Isto porque, os mecanismos de segurança que o tribunal tem de aplicar podem apenas servir para penalizar as crianças e os pais com um afastamento desnecessário, acrescenta o juiz.
E foi após uma longa luta nos tribunais que José Joaquim de Oliveira conseguiu recuperar o contacto com o filho. "Há duas semanas saiu a sentença e agora passo os fins de semana com o meu filho de 15 em 15 dias e estou com ele um dia por semana", revela ao DN. Ao fim de cinco anos vê finalmente a sua situação regularizada.
Por um período de oito meses, o mecânico, dono de uma oficina, esteve sem ver o filho e os entraves colocados pela mãe têm sido constantes. "O meu filho está atrasado para a idade. Só começou a andar aos 22 meses e a falar aos três anos e tudo por falta de estímulos e porque a mãe, apesar de portuguesa, só fala com ele em inglês", lamenta.
( http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1552696 )
… e ainda http://aeiou.expresso.pt/especial-reportagem-filhos-separados-do-pai=f578425
Resumindo: três mil anos depois, constata-se que aprendemos muito pouco com o Rei Salomão. Enchemos a boca com a alienação parental e tendemos a ignorar que em causa deve estar o interesse do menor, devendo este sobrepor-se a eventuais direitos dum ou de outro pai. Para além de não faltar quem não mereça sequer ser pai ! |
|  | | Igualdade
 Número de Mensagens: 84 Idade: 38 Data de inscrição: 21/04/2010
 | Assunto: Re: Alienação parental Seg Abr 26, 2010 11:03 pm | |
| Antes de apontar o dedo no uso do conceito de Alienação Parental ("esse encher" além de deselegante, é a forma encontrada para não se discutir o fenómeno) tem que se saber o que é efectivamente a Alienação Parental. Se alguém aqui não quiser chamar alienação parental pode chamar outra coisa, que é um facto que existe afastamento involuntário de progenitores dos seus filhos, lá isso é. Que isso tem por base um desequilíbrio de direitos e deveres entre progenitores, muita das vezes com patologias de base de um dos progenitores, é também uma análise muito objectiva. Não podemos falar no interesse das crianças sem os pais. Portanto, é indissociável que a resolução do conflito dos adultos é o 1º passo para garantir o verdadeiro interesse da criança. Caso contrário, defenda-se a maioridade das crianças aos 6, 8 ou 12 anos. Não me parece que é esse o modelo que defendemos para a nossa sociedade, logo, a criação de um clima institucional que evite o conflito e com isso prejudique as crianças é o trabalho que todos temos que fazer. Mais do que discursos contra a Alienação Parental temos é que lutar contra a violência que é perpetrada por um progenitor ao seu filho e ao outro progenitor através do afastamento físico e emocional/psicológico. |
|  | | tounessa Parte da mobília

 Número de Mensagens: 2282 Idade: 56 Data de inscrição: 12/10/2008
 | Assunto: Re: Alienação parental Ter Abr 27, 2010 10:02 am | |
| Subscrevo ... ... e constato amiúde que muitos progenitores descobrem o amor pelos seus filhos na hora do divórcio.
Muitos dos que enchem a boca com direitos parentais não se importariam que Salomão lhes desse metade da criança. |
|  | | Igualdade
 Número de Mensagens: 84 Idade: 38 Data de inscrição: 21/04/2010
 | Assunto: Re: Alienação parental Ter Abr 27, 2010 10:37 am | |
| a tounessa referiu uma coisa relevante. Nós, como seres humanos, geralmente só damos importância às coisas, às situações, às pessoas quando já não as temos. Muita das vezes a convivência que devíamos ter com os filhos não a temos porque a consideramos como algo garantido. "Se não fizer isto hoje faço amanhã"... ora, em situação de conflito parental e de separação tudo isso muda. Já nem se sabe se haverá o amanhã. Aquilo que era considerado como garantido passou a ser uma luta quotidiana. Por isso é que se diz muita das vezes que só quem passa por esta privação é que sabe o que ela verdadeiramente custa. Pelo menos que o sofrimento daqueles que são privados, bem como os filhos, sirva para aqueles que não estão nessa situação darem mais atenção à convivência com os seus filhos. |
|  | | tounessa Parte da mobília

 Número de Mensagens: 2282 Idade: 56 Data de inscrição: 12/10/2008
 | Assunto: Re: Alienação parental Qua Abr 28, 2010 10:51 am | |
| Só se pode falar em parental quando há filhos. Sem filhos, não há, portanto, direitos parentais.
Consequentemente, se se invocam os direitos dos pais, é obrigatório falar dos direitos dos seus filhos.
Pai que quer ser pai, preocupa-se com os direitos dos seus filhos antes de equacionar os seus direitos. E pai que não respeita em primeiro lugar os direitos dos filhos, não tem direito a preocupar-se com os seus direitos de pai. Estes existem em função daqueles, a menos que se queira ser pai de fachada.
É aqui, nos direitos dos filhos, que deve ser concentrada sempre a discussão.
Os direitos dos filhos, às vezes, podem entrar em conflito com a igualdade parental. Por exemplo, todos estaremos de acordo, na amamentação. Ninguém quer os filhos a mamar, tanto na mãe como no pai. E há mais fases no desenvolvimento de uma criança que obrigam a não respeitar continuamente essa igualdade. Quem não descortina isto, olha demasiado para o seu umbigo, perdão, para os seus direitos.
( e, por favor, não me comam a setinha do sexo …) |
|  | | Mãe Convidado
 | Assunto: Um video de filhos e mães vítimas de SAP Ter Jun 01, 2010 5:59 am | |
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|  | | Rebeca Convidado
 | Assunto: Contra o Conceito de Alienação Parental Qua Jun 02, 2010 5:03 am | |
| Esta acusação às mulheres e mães de estar a lavar o cérebro dos seus filhos faz lembrar a caça às bruxas ou a inquisição. Parece que não há qualquer outra razão para um filho não querer se encontrar com o seu pai que não seja por estar a ser manipulado pela "bruxa" da mãe, que é mulher e por isso um ser naturalmente dado à manipulação - uma bruxa que devemos queimar ou apedrejar na praça pública.
As causas mais prováveis para uma criança se recusar a ver um dos genitores são outras. A mais grave de todas é o abuso sexual por parte desse genitor e vários estudos (em Espanha e nos Estados Unidos) indicam que a percentagem de falsas denuncias por crimes de natureza sexual contra crianças é muito mais baixa do que a percentagem de falsas denúncias por outros crimes. Quando as crianças dizem que estão a ser abusadas o mais provável é que estejam mesmo a sê-lo.
Em Espanha estão a proibir a utilização do conceito de alienação parental na justiça. E a promover a denuncia de peritos que utilizem esse conceito em autos periciais às Ordens Profissionais respectivas.
O conceito de alienação parental não é reconhecido no mundo da Ciência. A Organização Mundial de Saúde não o reconhece. O DSM (American Psychiatric Association’s Diagnostic and Statistical Manual) não o reconhece.
Vejam a reportagem Americana da PBS no youtube intitulada "Breaking the silence: Children's stories" -
Ou a do canal português RTP, sobre um caso recentemente passado em Portugal intitulada "Filha Roubada"- |
|  | | analu Parte da mobília

 Número de Mensagens: 2282 Idade: 46 Data de inscrição: 12/01/2009
 | Assunto: Re: Alienação parental Qua Jun 02, 2010 5:18 am | |
| Rebeca se houver abusos esses são fáceis de detectar e se houver pressão sobre a criança ela acabará por desarmar e contar a verdade. Mas felizmente estes casos não são a maioria. Daí não se estar aqui a fazer referência a esses casos. Como a maioria é os casos em que os adultos usam os filhos como armas de arremesso para atingir e magoar o outro, são esses que são discutidos aqui! |
|  | | analu Parte da mobília

 Número de Mensagens: 2282 Idade: 46 Data de inscrição: 12/01/2009
 | Assunto: Re: Alienação parental Qua Jun 02, 2010 5:22 am | |
| As mães e mulheres não são nenhumas bruxas para se apedrejar na praça pública na medida em que os pais e homens também não o são e tal como as mães têm os seus direitos!!  |
|  | | fsonecas Parte da mobília


 Número de Mensagens: 6306 Idade: 28 Data de inscrição: 22/02/2010
 | Assunto: Re: Alienação parental Qua Jun 02, 2010 6:29 am | |
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|  | | tpt Convidado
 | Assunto: Não quero a caça às bruxas, mas quero a caça a quem prevarica Qua Nov 10, 2010 8:35 pm | |
| Segui este programa na altura. Tenho uma filha de 4 anos e quero apresentar um pouco (muito pouco) da minha situação e quero lembrar que existem bons e maus pais, boas e más mães, separados ou não:
Eu sou sistematicamente impedido de estar com a minha filha, e posso garantir, que há mães com uma grande imaginação para o fazer. Já fui a tribunal, queixar-me e fui pressionado por parte da juíza para desistir das queixas contra os incumprimentos sucessivos da mãe. Com o argumento de tentar promover uma boa relação entre progenitores. Posso afirmar que fui beneficiado pelo novo acordo de poder paternal, que na altura se acordou, pena que este nunca fosse cumprido. Tenho o direito a estar com a minha filha aos dias de semana, sempre que o entenda, entre as 18:30 e as 21:00, durante 1 hora, desde que avise a mãe no dia anterior (isto nunca foi cumprido) É pena pena que assim seja, pois eu e a mãe da minha filha moramos perto, o que permitiria esta realidade. No entanto por parte da mãe não há qualquer problema e vir-ma trazer sem qualquer aviso às 22:00 para que eu passe a noite com ela. Eu sempre me disponibilizei para que a minha filha ficasse comigo durante a noite, mas quero conviver com ela e não é às 22:00 que eu o vou fazer.Sempre facilitei a convivência com a mãe durante as minhas férias, ou até durante os fins de semana que está comigo. Tenho o poder paternal partilhado, no entanto a mãe já impediu que eu a visitasse no infantário, e inclusive que eu a fosse lá buscar. Neste caso, como é a mãe que tem a guarda da nossa filha, a directora do colégio alega que é esta o encarregado de educação, acatando todas a ordens dela. Como já me queixei ao tribunal há mais de um ano, fartei-me e fui buscar a minha filha ao referido colégio, mas toda a situação que se gerada não é benéfica para a minha filha, com a educadora a pedir-me para que eu não a leve e a tentar obstruir a nossa saída.
Não quero sujeitar mais a minha filha a este tipo de situações, mas a verdade é que nem me deixam falar com ela ao telefone, já assisti à minha filha a perguntar à mãe se pode estar comigo e a ser maltratada por isso.
Resta-me esperar para ir a tribunal e ter a sorte que não apanhar um daqueles juízes sem sensibilidade para estas situações |
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